A saúde mental é parte essencial do nosso bem-estar e ignorar ou silenciar os problemas relacionados a ela não é uma solução. Para compreendermos qual a importância do Setembro Amarelo, precisamos, primeiro, entender que temas envolvendo a saúde mental não devem ser tabus dentro de nossas conversas.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, cerca de 700 mil pessoas cometem suicídio no mundo. Esse dado é alarmante e mostra a urgência de colocarmos alguns assuntos em pauta com o intuito de identificar quem precisa de ajuda e cuidar da própria saúde mental.
Pensando em fortalecer e apoiar a campanha do Setembro Amarelo, nós preparamos este material completo sobre o tema. Discutiremos a história, qual a importância do Setembro Amarelo e algumas dicas de como podemos unir forças para lutarmos juntos. Vamos nessa?
O que você irá ler neste artigo?
O que é o Setembro Amarelo?
Setembro Amarelo é uma campanha de prevenção ao suicídio, propagada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O mês foi escolhido para a campanha porque no dia 10 de setembro é comemorado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
Durante esses 30 dias, a campanha tem como objetivo chamar e reforçar a atenção para a prevenção ao suicídio por meio de ações e eventos, promovendo a busca por ajuda e a identificação de sinais de alerta.
A campanha Setembro Amarelo é representada pelo símbolo de uma fita amarela e, em 2023, tem como lema: “Se precisar, peça ajuda!”.
Como surgiu o setembro amarelo?

A origem do Setembro Amarelo está relacionada à necessidade de abordar abertamente o tema do suicídio e reduzir o seu estigma.
A escolha da cor amarela para representar a campanha foi inspirada na história de um jovem americano, Mike Emme, que tirou a própria vida em seu carro amarelo em 1994.
Os pais de Mike, Dale Emme e Darlene Emme, iniciaram a campanha do programa de prevenção do suicídio “fita amarela” (“yellow ribbon”, em inglês). Essa iniciativa contribuiu para a criação do movimento de prevenção ao suicídio e até hoje a fita amarela é reconhecida como o emblema do Setembro Amarelo.
Em 2017, o programa alcançou seu importante marco ao nível nacional. No ano seguinte, o CVV organizou uma série de eventos em todo o país, destacando os mais de 90 postos de atendimento da organização. Desde então a campanha só vem crescendo e se fortalecendo.
Qual a importância do setembro amarelo?
O Setembro Amarelo desempenha um papel fundamental na promoção da saúde mental e prevenção do suicídio e na construção de uma sociedade mais consciente e solidária em relação às questões emocionais e mentais.
A conscientização sobre o suicídio expondo sua relevância como um problema de saúde pública é uma das principais missões. Ao trazer o tema para o centro das discussões, a campanha contribui para a quebra de tabus e estigmas que frequentemente cercam essa temática.
Os principais objetivos são alcançados por meio da disseminação de informações, recursos e apoio emocional para aqueles que estão em situação de vulnerabilidade. A campanha ensina as pessoas a identificarem sinais de alerta de comportamento suicida em amigos, familiares e colegas, intervindo a tempo de oferecer ajuda.
A iniciativa é uma demonstração de empatia e solidariedade em relação àqueles que estão enfrentando problemas de saúde mental, reforçando a importância de cuidar uns dos outros. E, claro, de olhar para si e pedir ajuda sempre que necessário.
Confira a seguir a fala da Doutora Aparecida Santos, psicóloga da rede Tem Saúde (Partmed), sobre os benefícios e desmistificar tabus sobre o tratamento psicológico.
O que podemos fazer para ajudar?
Existem várias maneiras de ajudar no Setembro Amarelo e contribuir para a conscientização e prevenção do suicídio. Listamos algumas das ações que podemos incluir em nosso dia a dia para fortalecermos a campanha:
1. Participar de eventos e ações
Procure por eventos locais ou online relacionados ao Setembro Amarelo, como palestras, workshops e caminhadas, e participe. Assim, você aprende mais sobre o tema e descobre diferentes maneiras de apoiar a causa.
2. Disseminar informações
Compartilhe informações relevantes sobre o Setembro Amarelo em suas redes sociais e com sua rede de contatos. Isso pode incluir estatísticas, sinais de alerta e recursos de apoio.
3. Incentivar a conversa
Esteja disposto a falar abertamente sobre saúde mental e suicídio com amigos, familiares e colegas. Sempre incentive conversas honestas e sem julgamentos, oferecendo o seu apoio.
4. Fique atento aos sinais de alerta
Conheça os sinais de alerta para o suicídio e entenda a melhor forma de falar sobre morte, isolamento social, mudanças no comportamento e expressões de desespero. Se você identificar esses sinais em alguém, não hesite em oferecer ajuda.
5. Ofereça apoio e reforce a importância do acompanhamento psicológico
Esteja disponível para amigos e familiares que possam estar enfrentando problemas emocionais ou mentais. Mostre que você se importa, ouça atentamente e encoraje-os a buscar ajuda profissional quando necessário.
6. Promova o autocuidado

Além de incentivar quem você ama a fazer acompanhamento com psicólogo e psiquiatra, é importante reforçar a importância do autocuidado.
Por isso, incentive-as a buscar por atividades que tragam prazer e a adotar hábitos saudáveis de sono e alimentação. A prática de exercícios físicos regularmente, por exemplo, serve como complemento no tratamento da depressão e traz muitos benefícios, de acordo com pesquisadores da Universidade Federal Fluminense.
7. Conheça os recursos de apoio
Estar ciente sobre os recursos de apoio disponíveis, como linhas de apoio emocional, serviços de saúde mental e organizações como o Centro de Valorização da Vida (CVV) é importante para os momentos em que a ajuda é necessária. Por isso, compartilhe esses recursos com quem ainda não os conhece.
8. Esteja ciente dos fatores de risco
Além dos sinais de alerta, também esteja atento aos fatores de risco que podem contribuir para o suicídio, como exposição a situações de estresse, discriminação e crises pessoais.
Não se esqueça que a empatia e a compreensão desempenham um papel fundamental ao abordar o tema do suicídio. Ser solidário e oferecer apoio emocional pode fazer a diferença na vida de alguém que está passando por momentos difíceis.
Cuide de si mesmo e também faça acompanhamento psicológico!
Cuidar do próximo é uma magnífica demonstração de solidariedade, mas também não podemos esquecer de cuidar de nós mesmos!
É fundamental cuidar da própria saúde mental, especialmente quando estamos envolvidos em ações de apoio a causas como o Setembro Amarelo, que abordam temas tão sensíveis como o suicídio e a saúde mental.
Para cuidar de si, comece com o autoconhecimento, compreendendo suas emoções e necessidades. Estabeleça limites claros e busque apoio emocional, seja conversando com amigos, familiares ou profissionais de saúde mental.
Lembre-se também que a terapia é um excelente instrumento de autoconhecimento, e é indicada para todas as pessoas, inclusive para quem não tem nenhum transtorno psicológico identificado. Então, você não precisa se sentir mal para começar a fazer o acompanhamento com um psicólogo.
Ao realizar sessões de terapia regularmente, é possível identificar gatilhos que despertam ansiedade, tristeza, pânico, etc. e exercitar como agir nessas situações.
Também mantenha um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, exercícios regulares e sono de qualidade. Faça atividades que lhe tragam alegria e desconecte-se quando necessário. Aprenda a dizer “não” quando estiver sobrecarregado e crie uma rede de apoio com pessoas em quem confia.
E, por último, mas não menos importante: se enfrentar desafios significativos, não hesite em buscar ajuda de médicos e/ou psiquiatras, que podem indicar o uso de medicações próprias para depressão e ansiedade.
Se precisar, peça ajuda e a Afinz te estende a mão!

Agora ficou fácil de entender qual a importância do Setembro Amarelo na prevenção do suicídio e da promoção da saúde mental, não é? Esta campanha não apenas nos lembra de estarmos atentos aos sinais de alerta e oferecer apoio, mas também nos encoraja a falar abertamente sobre essas questões tão importantes.
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Lembre-se de que também é essencial cuidar de si mesmo! O Centro de Valorização da Vida (CVV), opera 24 horas por dia, fornecendo um canal seguro para quem precisa desabafar e receber apoio. Sempre que precisar, ligue para o número 188.
Se precisar, peça ajuda!