Sabemos que o endividamento é um tema que preocupa muitas pessoas, não é mesmo? Só de pensar sobre isso, já sobe aquele frio na espinha e a dor de cabeça para saber como resolver as pendências no final do mês.
Segundo a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em março de 2023, o percentual de famílias que relataram estar endividadas no Brasil, é de 78,3%.
No entanto, é importante destacar que ter dívidas não é necessariamente uma coisa ruim, desde que as contas estejam equilibradas e que sejam gerenciáveis.
Por isso, o recomendado é reconhecer qual é o seu índice de endividamento, para não se desesperar e conseguir manter uma vida financeira pessoal saudável.
Pensando em te ajudar nessa jornada, trouxemos um artigo completo sobre o que é endividamento, os tipos de índices e algumas dicas para evitar dívidas excessivas. Vem com a gente!
O que você irá ler neste artigo?
O que é endividamento?
Para ficar ainda mais fácil de entender, podemos nos referir a ele como parcelas de compras ou de crédito que estão para vencer. Por exemplo, um celular comprado em um cartão dividido em diferentes parcelas, é considerado um endividamento comum.
As dívidas existem por diferentes razões, como cheques pré-datados, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa.
Por isso, nem sempre é uma coisa negativa. Tudo depende da situação do seu endividamento e das condições da sua saúde financeira. Você pode estar apenas conquistando um sonho da forma mais viável e segura possível!
O endividamento só se torna um problema quando a pessoa ou empresa não consegue pagar suas dívidas, ou quando a dívida se torna excessiva em relação à capacidade financeira.
Nesses casos, podem ocorrer uma série de consequências indesejadas, como juros elevados, perda de credibilidade e até mesmo falência. Então, comece a pensar já no seu planejamento financeiro e assuma apenas contas que pode pagar, combinado?
Endividamento e inadimplência são coisas diferentes?
Sim! Endividamento e inadimplência são duas coisas distintas, mas possuem algumas semelhanças que justificam a confusão. Mas, calma, vamos explicar tudo!
O endividamento, conforme falamos, é quando alguém ou alguma empresa cria um comprometimento financeiro por um certo período. Já a inadimplência ocorre quando a pessoa ou empresa não paga as dívidas nas datas de vencimento acordadas com os credores.
Dessa forma, podemos dizer que o endividamento se refere à situação em que alguém possui dívidas, enquanto a inadimplência se refere à situação onde essas dívidas não estão sendo pagas em dia.
Ou seja, você pode estar endividado, mas não necessariamente inadimplente. Por exemplo, parcelar uma poltrona em 5x te faz endividado, certo? Mas, você só se torna inadimplente caso não pague ou atrase os valores.

Conheça seu índice de endividamento!
O índice representa o grau de endividamento de uma pessoa, família ou empresa. É uma informação importante para situar cada pessoa de como estão seus gastos, se estão passando dos limites, ajudando a evitar que pessoas fiquem inadimplentes.
“Mas, Afinz, como faço para saber o meu índice de endividamento?”
O primeiro passo é reunir dados sobre suas dívidas e sua renda completa. Nas dívidas você deve incluir parcelas de cartão de crédito, financiamentos e todas as obrigações financeiras que você tem.
Já na renda, deve entrar salários, rendas extras, aposentadoria e todo o dinheiro que entra em suas contas ao final do mês.
Depois, é só realizar o seguinte cálculo:
índice de endividamento = (gastos totais / ganhos totais) x 100
O ideal é que o índice de endividamento seja baixo, indicando que você está com as contas equilibradas e com recursos suficientes para honrar seus compromissos financeiros.
Desse modo, analisando a realidade de cada indivíduo, é possível verificar se o endividamento é algo comum e bom ou se ele está prestes a virar uma bola de neve de dívidas em atraso.
Segundo a explicação do Serasa, os indicadores são avaliados da seguinte forma:
- Se o índice de endividamento ficou abaixo de 30%, a pessoa tem controle sobre suas dívidas e pode administrá-las com tranquilidade. Neste cenário, é possível manter um equilíbrio financeiro saudável, com uma parcela da renda destinada ao pagamento das dívidas sem comprometer a qualidade de vida;
- Entre 30% e 35%, é recomendado observar onde estão seus maiores gastos ou dívidas que podem ser evitadas para abaixar o índice;
- Entre 35% e 40%, analise a sua realidade, faça algumas mudanças de hábitos e planeje um orçamento que se encaixe melhor em seus ganhos;
- Acima de 40% é considerado um índice grave, visto que quase metade (ou mais) dos seus ganhos já está comprometido e isso pode se tornar um risco a sua saúde financeira.
É importante ressaltar que o nível ideal de endividamento pode variar conforme a situação financeira e os objetivos de cada pessoa, então faça suas contas individualmente, combinado?
Dicas para se livrar das dívidas excessivas

Agora que você já sabe o que são dívidas, é fundamental seguir algumas práticas para tentar diminuir as excessivas. Afinal, não queremos consequências negativas como a inadimplência, cobrança de juros altos, perda de bens, de créditos, etc.
Por isso, trouxemos algumas dicas práticas para que você, sua família ou empresa não entre para essas estatísticas. Confira!
Faça um “raio-X” das suas finanças
Uma análise completa das suas finanças vai te ajudar a traçar metas, guardar dinheiro para situações emergenciais e, claro, diminuir dívidas, não deixando que elas se acumulem. Para isso, liste todas as dívidas e contas com as quais você já tem compromisso.
Dessa forma, é possível obter uma análise mais visual da quantidade e, ao mesmo tempo, identificar as medidas necessárias para reverter essa situação, caso necessário.
Seja organizado, principalmente com prazos!
Tenha uma planilha ou um caderno com todas as suas obrigações financeiras descritas. O objetivo principal dessa organização é fazer com que você não se esqueça ou atrase algum pagamento, pois esse pequeno erro pode gerar juros, aumentando cada vez mais as suas contas.
Você também pode agendar o pagamento de contas recorrentes para não perder as datas. Isso vale para contas como as de internet, água e luz!
Estabeleça um orçamento
Seguindo as porcentagens do índice de endividamento, uma boa ideia é criar um orçamento para cada aspecto da sua vida.
Por exemplo, você está financiando uma casa, então as parcelas representam a maioria do valor das suas dívidas. Com isso, você pode estipular valores menores para coisas mais supérfluas, como compras e viagens.
Ter um limite e respeitá-lo é uma maneira muito eficiente de não acumular dívidas excessivas, mantendo uma vida financeira saudável.
E, veja bem, caso você descubra que o seu índice está bem menor que 30%, isso não quer dizer que você pode se endividar mais, ok? Quanto menor a porcentagem, melhor!
Invista com bons rendimentos na Afinz!
Juntar dinheiro aos poucos e investir em oportunidades com ótimos rendimentos pode ajudar no pagamento de dívidas e nas parcelas no final do mês.
No CDB Afinz você pode começar esse processo com apenas R$100,00! Ele é indicado para investidores que querem baixo risco, mas boa rentabilidade.
Agora que você já sabe que nem todo endividamento significa uma coisa ruim, e que ainda é possível investir enquanto controla o equilíbrio da vida financeira, ficou ainda mais fácil traçar metas e conquistar objetivos.
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Referências: