Ultimamente todo mundo tem falado de Open Banking, né? Como esse é um assunto que ainda traz muitas dúvidas, viemos mostrar tudo o que você precisa saber sobre ele.

Hoje em dia, cada banco só consegue ver a relação dele mesmo com o cliente, sem saber quais são as necessidades ou oportunidades de negócio.

O Open Banking veio para mudar isso – cada banco vai poder ver os dados autorizados pelos clientes sobre sua relação com outras instituições financeiras, o que vai permitir uma competição saudável que resulta em melhores serviços para você.

O consumidor vai virar o centro de tudo, o que gera uma maior transparência entre as instituições financeiras. E tudo isso é regulado pelo Banco Central, ou seja, segurança é o que não falta. Vem entender mais. 

O que é Open Banking?

O nome pode ser traduzido para “banco aberto”, é uma política em que os seus dados são compartilhados entre os bancos para que eles possam te oferecer um serviço mais completo e personalizado.

Esses dados só vão ser usados se você permitir e pelo tempo que você deixar, já que a privacidade é um dos focos do Open Banking.

Funciona assim: uma plataforma segura do Banco Central vai deixar que as instituições financeiras vejam dados e informações dos clientes que escolherem compartilhar. 

Suponhamos que você tenha conta corrente em um banco específico X, mas queira criar um cartão de crédito no banco Y. Para garantir que você é um bom pagador, a segunda instituição poderá visualizar o seu histórico com a primeira. 

É uma forma bem mais rápida e prática de lidar com as instituições, sem as burocracias chatas que já conhecemos, né?

Open Banking Brasil

O Open Banking no Brasil vai trazer uma série de benefícios, como uma avaliação mais rápida de crédito, comparação e oferta de serviços sob medida e preços mais atrativos no geral, que é o mais importante.

Também vai ser possível movimentar suas contas bancárias por diferentes plataformas, não só usando o aplicativo ou site do próprio banco. Ou seja: uma agilidade e conveniência bem maior pra cuidar do seu dinheiro.

A melhor parte é que a qualquer momento, se você decidir que não quer mais compartilhar seus dados no Open Banking, poderá cancelar a permissão sem problemas. 

Fases de implantação do Open Banking

Pra tornar as coisas mais simples, o Banco Central separou a implementação do Open Banking em 4 fases que vão durar o ano todo. Elas começaram em fevereiro, continuaram em agosto e terão seu fim em outubro e dezembro de 2021.

Entenda o que cada fase significa e como vai funcionar a implementação do Open Banking. 

  • Fase 1 (01/02) – Compartilhamento padrão de dados entre os bancos: essa fase é a que já estamos acostumados, não acontece nada de novo. Ou seja: nenhum dado de cliente poderá ser compartilhado nesse momento, apenas informações sobre o que cada banco oferece.
  • Fase 2 (13/08) – Agora, o cliente pode escolher compartilhar ou não os dados relacionados aos serviços como contas e cartão de crédito. Será uma fase em etapas, que começa com o compartilhamento de dados básicos cadastrais, passa para dados de transações, crédito e operações.
  • Fase 3 (29/10) – Hora de integrar os serviços: podem ser compartilhados os dados de transações de pagamento, ofertas de crédito e outras oportunidades específicas de cada banco.
  • Fase 4 (15/12) – Por último, os bancos vão poder disponibilizar as informações sobre seguros, investimentos, câmbio e previdência.

Dados que podem ser compartilhados

De acordo com as fases que já mostramos, os dados de quem escolher compartilhar estarão disponíveis para os bancos. Entenda melhor quais são essas informações.

Dados pessoais:

  • Nome
  • Endereço
  • Estado civil
  • CPF
  • Data de nascimento

Dados financeiros 

  • Limites de crédito
  • Histórico de transações
  • Saldo e extratos
  • Cobranças e pagamentos

Basicamente, são essas as informações que os bancos terão quando você permitir o Open Banking. Parece muita coisa? Vem entender porque você não precisa se preocupar.

Riscos do Open Banking

Uma das perguntas que você pode fazer é: como sei que os meus dados estarão seguros no Open Banking?

Entendemos a dúvida, já que quando se trata de dinheiro, todo cuidado é pouco. Mas, fique tranquilo. O Banco Central pensou nisso desde o começo do projeto. 

Ele determinou que os dados estarão sob responsabilidade das instituições financeiras, ou seja, os bancos é que cuidarão da segurança e sigilo dos dados. 

Com isso, todo esse envio e recebimento de informações estará amparado pela Lei de Sigilo Bancário, que impede o compartilhamento com terceiros. 

LGPD aplicada no Open Banking

A Lei Geral de Proteção de Dados foi sancionada recentemente, e o objetivo maior dela é oferecer proteção para quem compartilha informações na internet. 

Então, a LGPD também atua no Open Banking, ela garante que os seus dados serão usados apenas para o que você permitir, sem que o banco possa guardar ou vender essas informações para outras pessoas. 

Claro, também é preciso ter cuidado e só compartilhar informações nos canais oficiais do seu banco, como os aplicativos e internet banking. Lembrando sempre que nenhuma instituição financeira vai pedir informações importantes por mensagem ou telefone!