Você já se perguntou se é melhor pagar o mínimo do cartão ou parcelar a fatura? Essa é uma questão muito comum entre os brasileiros.
O cartão de crédito, com sua facilidade de uso e inúmeras vantagens, tornou-se uma ferramenta indispensável para algumas pessoas. No entanto, junto a esses benefícios, vêm regras e responsabilidades que nem sempre são compreendidas integralmente pelos usuários.
Segundo um levantamento da Quaest realizado em agosto de 2023, 67% da população brasileira enfrenta dívidas financeiras, sendo que 31% delas têm como principal preocupação e motivo o cartão de crédito.
Diante desse cenário, é crucial compreender as opções disponíveis para lidar com os saldos em aberto. Para te ajudar, nós produzimos este artigo completo proporcionando uma visão clara das implicações de cada escolha. Vem com a gente!
O que você irá ler neste artigo?
É melhor pagar o mínimo do cartão ou parcelar a fatura?
A alta na quantidade de cartões de crédito no Brasil reflete sua importância na vida financeira, mas também evidencia a necessidade de cautela no seu manuseio. Quando não utilizado de forma responsável, ele pode gerar alguns transtornos financeiros.
E é nesse contexto que surge o dilema entre pagar o valor mínimo da fatura ou escolher a alternativa do parcelamento. Cada uma dessas opções possui suas próprias características, vantagens e desvantagens, e a escolha adequada depende de uma compreensão dos detalhes envolvidos.
Antes de responder se é melhor pagar o mínimo do cartão ou parcelar a fatura, vamos descobrir o que são cada uma dessas práticas e quais suas vantagens?
O que acontece se eu pagar o mínimo da fatura?
Pagar o mínimo da fatura do cartão de crédito significa quitar apenas uma parte do valor total da fatura, deixando o restante do saldo em aberto para o próximo mês.
O valor mínimo a ser pago é determinado pela instituição financeira emissora do cartão e geralmente corresponde a uma porcentagem do saldo devedor, com um valor mínimo estabelecido. Geralmente, o mínimo corresponde a 15% da fatura do mês respectivo.
Mas, tanto quem escolhe pagar o mínimo da fatura, quanto quem prefere parcelar, deve considerar os juros. Apesar de variar dependendo da instituição, os juros não podem ultrapassar 100% da dívida. Ou seja, se a dívida é de R$ 800, o valor dos juros no total não pode passar de mais R$ 800. Os juros rotativo, apesar de raramente passar de 100%, também segue a mesma regra.
Vantagens de pagar o mínimo da fatura
- Evita restrição de crédito e bloqueio do cartão: optar pelo pagamento mínimo ajuda a evitar que seu nome seja incluído em órgãos de proteção ao crédito, como o SPC e Serasa, e também impede que o cartão de crédito seja bloqueado pela instituição emissora;
- Ganho de tempo: pagar o mínimo pode ser uma solução temporária para quem enfrenta dificuldades financeiras momentâneas. Isso permite que você ganhe um pouco mais de tempo para se organizar financeiramente e quitar o saldo devedor no próximo mês.
Desvantagens de pagar o mínimo da fatura
- Juros elevados: O grande inconveniente de pagar apenas o mínimo é a incidência de juros rotativos que, embora tenham um limite como mencionado antes, são elevados sobre o valor remanescente. Isso significa que você estará pagando juros sobre juros, o que pode rapidamente aumentar a dívida, como uma bola de neve.
Para facilitar o entendimento, segue um exemplo: suponhamos que você tenha uma fatura do cartão de crédito no valor de R$1.000 e você opta por pagar apenas o mínimo, que é de 15% do saldo devedor (R$150). Os juros do cartão de crédito estão em torno de 20% ao mês.
Então, na próxima fatura, o saldo em aberto será de R$850 (R$1.000 – R$150) + os juros sobre esse valor (20% de R$850 = R$170) + o valor das compras que fizer, caso tenha. Isso sem contar as taxas de IOF mensal e diário presentes no crédito.
O que acontece se eu parcelar a fatura?
Parcelar a fatura do cartão de crédito envolve a divisão do valor total da fatura em parcelas mensais, que normalmente possuem taxas de juros mais baixas em comparação com os juros do crédito cobrados quando se paga apenas o mínimo.
Vamos analisar o que acontece ao parcelar a fatura, comparando-o com o pagamento mínimo, destacando vantagens e desvantagens.
Vantagens de parcelar a fatura
- Juros menores: as taxas de juros ao parcelar a fatura geralmente são mais baixas do que as do crédito;
- Pagamento previsível: parcelar a fatura transforma o saldo devedor em uma série de pagamentos mensais fixos, tornando o planejamento financeiro mais previsível;
- Redução da dívida: ao pagar as parcelas, você reduz gradualmente a dívida, o que pode ajudar a sair mais rapidamente da situação de endividamento.
Desvantagens de parcelar a fatura
- Compromisso de pagar: ao parcelar a fatura, você está comprometido a fazer os pagamentos mensais das parcelas. Isso pode reduzir sua flexibilidade financeira em relação aos próximos meses, por isso programe-se bem;
- Custo de juros: embora as taxas de juros sejam mais baixas do que as do crédito, e também tenham um limite, ainda assim, você pagará juros sobre o valor parcelado.
Considerando o exemplo anterior, imagine que você tem uma fatura de cartão de crédito no valor de R$1.000. Se você optar por parcelar essa fatura em 3 meses, com uma taxa de juros de 5% ao mês, cada parcela será de R$367,21. No final de três meses, você terá pago um total de R$1.101,63 e terá quitado completamente a dívida e evitado os juros.
Se preferir, antes de concluir um parcelamento, você pode calculá-lo por meio da Calculadora do Cidadão disponibilizada pelo Banco Central.
Qual é o limite de juros?
Você deve estar se perguntando qual é o limite de juros que pode ser cobrado no caso de pagamento mínimo do cartão ou parcelamento da fatura, certo? De acordo com a nova Resolução 5.112 de 2023, o limite de juros é determinado com base no valor original da dívida. Vamos analisar as duas opções:
Pagamento mínimo do cartão
Neste caso, o limite de juros não pode ultrapassar o saldo devedor que não foi pago até a data de vencimento da fatura. Se o pagamento mínimo não for realizado, o portador do cartão entra em mora (atraso), e os juros e encargos da mora também estarão sujeitos a esse limite.
Parcelamento da fatura
Nesta opção, o limite de juros é calculado levando em consideração que não podem ultrapassar o valor total financiado na modalidade de crédito. Ou seja, como explicado anteriormente, os juros não podem ultrapassar 100% do valor da dívida.
É importante lembrar que essas regras trouxeram mudanças apenas para pagamentos de cartões de crédito e outros meios de pagamento pós-pagos. Essas leis foram criadas para garantir que os juros e encargos cobrados não ultrapassem o valor original da dívida, protegendo assim os consumidores de encargos excessivos.
Então, é melhor pagar o mínimo do cartão ou parcelar a fatura?

“Afinz, entendi quais são as implicações de pagar o mínimo ou parcelar a fatura, mas ainda não sei qual a melhor opção. Pode me ajudar?”
Bom, a escolha entre pagar o mínimo do cartão de crédito ou parcelar a fatura depende das circunstâncias individuais e da situação financeira de cada pessoa.
No entanto, em geral, parcelar a fatura é uma opção mais vantajosa do ponto de vista financeiro, uma vez que normalmente possui taxas de juros mais baixas em comparação com os juros do crédito rotativo aplicados ao pagamento mínimo.
Além disso, o parcelamento oferece um cronograma de pagamentos previsível e permite que você reduza gradualmente sua dívida sem acumular juros compostos de forma significativa.
De qualquer forma, é importante lembrar que ambas as opções têm custos financeiros associados, e a melhor escolha depende da capacidade de pagamento do devedor e da urgência em quitar a dívida.
Como evitar dívidas no cartão de crédito?
Evitar dívidas no cartão de crédito requer um planejamento financeiro sólido. Comece entendendo suas finanças, acompanhando seus gastos e criando um orçamento mensal com a ajuda de uma planilha de controle financeiro.
Além disso, é essencial ter uma reserva de emergência para cobrir despesas imprevistas e educar-se sobre finanças pessoais por meio de artigos sobre o tema — acompanhar o nosso blog pode te ajudar.
Utilize o cartão de crédito com responsabilidade, reservando-o para compras que você pode pagar integralmente na próxima fatura. Mantenha-se dentro dos limites de gastos que você estabeleceu e priorize compras essenciais. Monitore regularmente suas faturas de cartão de crédito para controlar seus gastos e verifique se não há cobranças incorretas.
Lembrando que ter um cartão de crédito não é necessariamente um problema, desde que seja usado com moderação. Ele pode ser uma ferramenta conveniente e benéfica para acumular recompensas, estabelecer histórico de crédito e gerenciar despesas.
A Afinz te ajuda a quitar suas dívidas!

Nós estamos firmemente comprometidos em cuidar e ajudar todos a crescerem e prosperarem financeiramente. Por isso, estamos empenhados em oferecer soluções que atendam às necessidades dos brasileiros, incluindo opções de negociação de dívidas que são realistas e não sobrecarregam o bolso.
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Gerente de Investimentos da Afinz